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Quarto meu

24/04/2014


Esse é aquele tipo de trabalho que nos deixa pensando se não andamos reclamando demais ou pensando de menos no quanto já conquistamos, até onde chegamos... O livro do fotógrafo James Mollison chamado de “Where Children Sleep” retrata crianças ao redor do mundo mostrando os locais onde passam as noites - não necessariamente camas, mas, no fim do dia, ainda assim são seus quartos.

Sabe aqueles dias cansativos, em que você só pensa em chegar em casa e cair na cama? Aquele dia que você só que o seu quarto? SEU quarto... pois é. Então dê uma passeada pelo lugar onde esses meninos ao redor do mundo dormem e me diz se essas fotos não podem dizer muito sobre suas vidas, suas realidades?

As belas imagens mostram a diferença das condições de vida das crianças em um monte de canto do mundo e, é claro, acaba nos fazendo refletir sobre as nossas noções de quarto, de conforto, de lar. Vem comigo? :)

Ahkõhxet tem 8 anos e é membro da Kraho Tribe, que vive na bacia do rio Amazonas, Brasil. 




Alex tem 9 anos e vive no Rio de Janeiro.




Jasmine prefere ser chamada de “Jazzy”. Vive numa mansão com seus pais e 3 irmãos. Vive no Kentucky, EUA.




Menino de identidade não relevada por questões de segurança civil, Costa do Marfim, 9 anos.




Numa vila no Senegal, Lamine, 12 anos, partilha um quarto com muitos outros meninos de sua escola, onde as meninas não são admitidas. 




Juan David tem 10 anos e vive numa cabana com seus pais, em Medellin, Colômbia. 




Risa vive com 13 mulheres em Kyoto, no Japão, onde treina intensamente pra ser uma “geisha”. 




Lay Lay tem 4 anos e é originária da Birmânia mas, ainda pequena, foi enviada pra um orfanato, na Tailândia, onde divide um quarto com 21 crianças.




Mais quartos e histórias: James Mollison. Vale muuuito o clique, aviso logo. :)


Ideia para a Páscoa: bora brincar?

15/04/2014

Gente, uma pergunta: a tradição de caça aos ovinhos de Páscoa anda meio esquecida ou eu que não fui chamada pra nenhuma ultimamente?
Se não estou sendo chamada, podem me chamar, e se está sendo esquecida, vamos tratar de lembrar! Brincar é tão bom...!

Essa tradição é uma das mais divertidas, cheia de mistérios, prêmios, correria e aquela euforia toda ao achar um mísero ovinho. Por quê e quando paramos de fazer isso mesmo? E para quem acha que é brincadeira de criança, que pena! Seguir as pistas e conquistar recompensas não é o que fazemos diariamente nessa vida?

Se o público alvo são os pequenuxos, espalhar pequenas gostosuras é sempre um sucesso, apesar de prêmios que não sejam guloseimas também serem bem-vindos. De qualquer forma, é importante ir aumentando o prêmio de acordo com a dificuldade para encontrá-lo. Não esqueça também de sinalizar bem o caminho. É legal colocar pegadas de coelhinhos, avisos, setas e, é claro, espalhar dicas e pistas. Se tiver um mapa então, aí é demais! Se é pra jogar, quanto mais elaborado melhor. Sou dessas . :)





Caso o público seja mais adulto, ou melhor, mais crescido e não menos criança rs, os tesouros podem ser outros. Tem uns ovinhos de plástico que abrem no meio – como aqueles que guardam a surpresa do Kinder Ovo – que podem ser usados para esconder os presentinhos. Dá tempo de encontrá-los em lojas de artigos de festas ou em lojas de R$1,99 hein... E olha que os presentinhos nem precisam ser doces! Pode ser pequenos momentinhos como “vale 1 ida ao cinema com direito a pipoca grande”, “vale fim de semana na serra com lareira e tudo” (tô fechando nesse), “vale 2 jantares feitos por mim no decorrer do mês” ou até mesmo “vale um jogo de futebol sem interferências”. O que for melhor para as partes envolvidas! Aliás, se você colocar um pisca dentro de cada ovinho, dá para apagar as luzes e promover uma baita de uma caça noturna iluminada. A molecada pira!

De qualquer forma, aqui não faltam inspirações para quem quer trazer pra essa data um pouco da infância que deve ser cultivada. A criança lá de dentro agradece!



Caça nível master de dificuldade: para saber onde o grande prêmio está escondido, é preciso encontrar peça a peça e montar um quebra cabeça que vai revelar a dica final. Só não vale dar prêmio jururu depois de tanto trabalho, né? Ovo trufado é o mínimo rs.

E essa lindeza de ovinho Pantone? De amolecer o coração de qualquer hipster descrente da data. 




Ah, perdoe a americanização das fotos... O que posso dizer? Eles brincam mais disso que a gente, né... Se você fizer a brincadeira na sua casa, me mostra? Vou adorar ver um charminho desses tupiniquim. :)

Imagens: Cul de Sac Cool

Mais verde? Bota na bota (como criar um mini jardim criativo e bem humorado)

01/04/2014

Como uma eterna apaixonada por plantinhas (e plantonas), afirmo sem titubear que trazer mais verde para a sua casa é uma das dicas mais valiosas que posso te dar, isso eu já nem discuto mais… Mas hoje vou sugerir uma forma de fugir do óbvio e, para isso, não é preciso ir tão longe. A resposta pode estar bem ali, no seu armário. 


Sabe aquela bota velha que já deu o que tinha que dar? Uma que já esteja tão acabada que não dá nem pra doar mais? Que tal se ela puder servir de vaso para suas plantinhas? O sapato ganha nova vida e ainda deixa o ambiente charmoso de um jeito inusitado.


Gostou da ideia? Então mãos à obra!
A primeira coisa a se fazer é tirar a palmilha da bota e fazer alguns furos na sola. Na hora de regar, a água precisa ser drenada de alguma forma e esses buracos na sola vão impedir que a raiz apodreça dentro da bota. 
Para que a água que rega a terra não fique escoando de forma exagerada pela sola, é legal colocar algumas pedrinhas, cascalhos ou cacos de telha no fundo (dica de ouro!). Depois desses preparativos iniciais o resto é jardinagem! Se você já quer pra ontem uma planta enfeitando o jardim, pode comprar aquelas mudinhas que vêm em saquinhos, que é só colocar dentro da bota (sem o tal do saquinho, tá?) e completar o espaço com terra. Mas se puder esperar a natureza agir, nada mais prazeroso do que ver uma sementinha que você plantou começar a brotar… Nesse caso é botar terra, semente e água e deixar o sol fazer a sua parte.
Ah, e atenção! Para a planta conseguir crescer em uma bota é preciso que ela tenha raízes curtas. E não há exigências para o tipo de bota: pode ser de couro, de borracha, cano alto ou baixo, isso fica por sua conta, assim como o local escolhido aí na sua casa para exibir o seu charmoso mini jardim. 
Imagens: Pesquisa "Boot for plants"@ Pinterest
Cê sabia que, há mais de um ano, semana sim, semana não, eu tô lá no blog da Maria Filó, como colunista de decoração? E esse é um dos muitos posts que publiquei por lá. Como fiz uma enquete e a grande maioria respondeu que gostaria de conhecer o conteúdo que o Casa de Colorir divide também fora do blog, resolvi replicar alguns posts favoritos também por aqui. Espero que você goste, pois todo filho é feito com todo o carinho do mundo. Seja para ser lido aqui ou acolá.  :)