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Estava por aí...

27/11/2013



Sim. Eles. O vício. A saga. O retorno... O pisca. Ai gente, posso pelo menos ter a chance de me explicar? Pois bem. Esse eu não fiz. Não movi uma gota de cola quente palha sequer para fazer uma belezura dessas... mas o que eu posso fazer se eles cruzam meu caminho e, literalmente, piscam pra mim? Piscou levou. Sou dessas, me deixa. É que eles estavam por aí, e eu também... aí já viu... 

Estava eu no Saara nas minhas andanças procurando flores de mentira para um projeto, pra cima e pra baixo, na correria de sempre. Foi então que, lá no fundo de uma lojinha repleta de verde, me deparo com esses piscas já prontinhos, com boa fiação, boa tomada (até interruptor tinha) e embalados arrumadinhos numa caixa transparente. E não para por aí. Eram dezenas de modelos e combinações de cores pra escolher... Depois de muita indecisão e de dilema além da compreensão da chinesinha no balcão, acabei elegendo esse branquinho, pois nunca tive um tão chique e minimalista na coleção rs. O preço? Não é barato... R$70. Mas posso falar? Não é papo de viciado não... achei barato. É bem acabado toda vida, e, claro, não deu trabalho nenhum. Em minha defesa, fui racional e não liquidei as finanças no vício levando vários pra casa. "Escolhe um, Thalita. Um". Afff, momentos aflitos que espero um dia apagar da memória.



E eu já estava saciada feliz com a minha nova aquisição e curtindo esse amor quando assim... de surpresa, pã. Mais um. Mas ó, esse eu ganhei de presente do Luiz, um amigo querido e leitor do blog, na última vez que nos encontramos! O danado, que tem 13 anos, vive explorando o Saara e descobriu a tal da lojinha por conta própria. Também se deparou com os piscas e, pra minha emoção, lembrou da pessoa aqui e do seu vício amor pelas luzinhas. Ah vá... presente é presente, não conta como recaída, vai. 






Para quem se encantou, aí acima tá o endereço. Mas veja se tenha a consideração de não zerar o estoque, hein? Já tô ciente de que não pode entrar mais um pisca nessa casa (esse ano?). Mas deito a cabeça tranquila no travesseiro sabendo que eles estão lá dormindinho na loja se um dia eu precisar deles rs.

Achados e Perdidos

21/11/2013


Em um cantinho remoto láááá no sul da Nova Zelândia, bem no meio da mata nativa, existe um lugarzinho que é uma verdadeira terra de maravilhas. Trata-se do projeto de vida, fruto da imaginação e da criação desse inventor-artista-garimpeiro-restaurador. Pra mim, Blair Somerville está mais para um cirurgião. Ou seria um cirurgião mecânico? Enfim, um artista que opera, reanima e traz à vida esses tesouros um dia deixados de lado.

Por mais de dez anos, Brian tem trabalhado sozinho e aumentado a coleção da sua "Galeria Cigana Perdida", esse parque de diversões tão particular e envolvente, cheio de engenhocas, obras de arte e muita história pra contar. 

Usando somente objetos reciclados, Blair leva o "DIY" para o patamar de arte sensível e transformadora. Suas criações são engenhosas, criativas, bem humoradas e, muitas vezes, cheias de ironia. Ai, Blair, assim cê mata as moça aqui que brinca de pintar caixinha de feira. 

Então pegue um refresco - ou um vinhozinho?! - geladinho, aumente o som e vem... vem fazer essa visita e, nem que seja por pouquinho tempo, fazer parte desse universo curioso, bizarro, encantador e profundamente inspirador do lindo do Blair...



 Desculpa querido telespectador, mas não consegui achar uma versão legendada! Mas as legendas não serão fundamentais, vai por mim. :) Não conseguiu ver bonitão no Vimeo? Já tentou? Que pena... então veja aqui no Youtube, numa resolução um cadin pior. 


Adesivos para azulejos: algumas novidades

20/11/2013

Provavelmente você já deve ter visto essa ideia antes, inclusive aqui no blog! Mas o que provavelmente você ainda não viu é essa forma de usá-la! Adesivo para azulejo, certo? Para parede? Sim. Mas e para o que a sua imaginação mandar. A Juliana Macena, por exemplo, resolveu dar um colorido nos móveis da varandinha dela. Orgulhosa que só, tratou de dividir a proeza lá no Instagram! E, claro, tratei de dividir também por aqui. A valorizada? Não sou eu que vou dizer, é a foto:



E se você quiser fazer o download dos azulejos, clica na imagem aí embaixo que dá pra baixar o arquivo finalizado em Photoshop ou Jpeg. Nos arquivos, cada azulejo mede 15cm. Para entender melhor como / onde imprimir e como instalar, visite esse post aqui que tem o passo a passo e troca de ideia nos comentários!

Arquivo em jpeg aqui.

E já que estamos falando de azulejo, me permite uma bonus track? :) Já tem um tempinho que eu fiz esses azulejos aí de baixo para um projetinho lá do Decora. Se você olhar beeem, são só dois desenhos diferentes que formam esse movimento lindo! 

Quer pra você? Então tó. :) Pra fazer o download, é só clicar na imagem abaixo e escolher seu arquivo na nossa pasta. Pra quem quer dar uma alegrada no espaço, mas não é lá fã de um coloridão, essa pode ser uma boa saída, né?

Arquivo em jpeg aqui.

Ahhh.... de nada.  Quero só ver as fotos hein! :) 

Inhotim: um presente pra dar a si mesmo.

13/11/2013


Se tem uma coisa que eu tive muita sorte nessa vida foi de ter uma mãe comissária de bordo. Por causa da sua profissão vocação, já tive a oportunidade de conhecer muito pedacinho de chão desse mundão-de-meu-deus. Lembro uma vez, da minha mãe ter sido chamada na escola, pois quando a professora pediu para fazer uma redação sobre como tinha sido o fim de semana de cada aluno, não entendeu nada quando eu insisti que meu passeio ao Coliseu no sábado e ao Vaticano no domingo tinha, de fato, acontecido. Minha mãe, sem ter com quem me deixar naquele fim de semana, me levou a tiracolo para um bate-e-volta em Roma. A professora achou que era lorota da braba e minha mãe teve que ir até lá se explicar e me livrar dessa rs. Enfim... essa historinha foi, na verdade, pra dividir com você a alegria que essa pessoa aqui, que já botou os pézinhos no mundo algumas vezes, sentiu ao constatar que um dos lugares mais inesquecíveis já visitados por ela é, no fim das contas, tu-pi-ni-quim. ♥ 

Você já ouviu falar em Inhotim? Não? Já, mas nunca foi? Então puxe uma cadeira, aperte o play que eu vou te apresentar a sua viagem inesquecível - que você ainda vai fazer.



Inhotim é um grande museu de arte contemporânea a céu aberto. Aliás, um dos maiores do mundo. Mas essa descrição é muito simplista para esse lugar que, na verdade, é indescritível. Pra mim, Inhotim está mais para um grande parque de diversões, daqueles temáticos,  para os amantes de arte moderna, design, arquitetura... 

Aqui, você vai encontrar dezenas de fotos - mas, vai por mim, nem todas as fotos do mundo fazem jus ao que lá se vê com os próprios olhos. São dezenas de galerias que você vai percorrendo e se surpreendendo. Entre uma galeria e outra, um paisagismo exuberante, de perder o fôlego e recuperar também, como se, no percurso, sua mente relaxasse, descomprimisse e se preparasse para absorver intensamente o que vem pela frente. E não precisa ser entendido de arte para que ela te impacte, te envolva e te faça virar uma chave na cabecinha.


A maioria das galerias foram construídas especialmente para abrigar as exposições que ali se encontram. Para cada uma delas, a localização, distância e paisagismo foram também pensados para completar o conjunto da obra. Ou seja: tudo faz sentido. Tudo conversa. Tudo tem intenção. E ainda assim, não tem explicação! Cada galeria é um verdadeiro templo que homenageia a arte, a mensagem, a emoção, a reflexão, a forma e, acima de tudo o artista que materializa ali uma das maiores experiências da sua vida, sem sombra de dúvidas.

Agora, se me permite, uma dica valiosa: a sua companhia. Cada um tem seu tempo, ritmo e entendimento para contemplar uma obra. É muito importante que você vá com uma companhia tranquila e disposta a viver essa experiência. Pela grandiosidade do lugar, é complicado se separar muito e correr o risco de se perder. Por isso, minha dica é fazer o seguinte combinado: em cada galeria, todo mundo entra junto. Cada um olha o que quer, vê o que quer e sai quando quiser. Quem sair primeiro, aproveita a paisagem e espera do lado de fora. Sabe por quê tô dizendo isso? Porque fiquei com pena de certas pessoas que entravam acompanhadas em uma galeria e mal conseguiam ver nada, com o outro apressando. Não seja o mala do programa ou, mais importante, não leve um como companhia! Afinal, cada um merece ter seu tempo de contemplação, uns vão se impactar mais com uma obra do que outros. Não se deixe ter uma experiência rasa quando ela por ser a mais rica de todas. Aliás, a minha tava ótima, obrigada. E acho que essa parte é fundamental para que sua viagem seja sensacional como foi a minha. Te contei que esse foi meu presente de 30 anos? Pois é. Não podia ter sido melhor. :)



Essa imagem acima é de uma obra que fica ao ar livre e se chama Beam Drop. São vergalhões que foram erguidos a dezenas de metros de altura por um guindaste e despejados em uma grande piscina de cimento ainda molhado. Depois de seco, ficou assim. Essa obra fica em um dos pontos mais distantes e altos do parque e muita gente opta por usar o carrinho para chegar até lá. Minha dica? Se o dia for de sol, aproveite o calor e suba à pé mesmo, aproveitando o sol e a paisagem! Você vai chegar ao topo, se deparar com essa obra e, ainda cansado, vai virar a esquina, com calor, suando e também extasiado e encontrar uma... piscina. Sabe miragem? Daquelas piscinas límpidas, lindas, no meio do verde e que, sim, você pode mergulhar. Imaginou a experiência? Pois é. Não vou nem colocar a foto dela porque acho que você merece ter esse impacto ao vivo. :) Por isso, leve roupa de banho na mochila ou vais se arrepender até o próximo retorno. 

Para que você consiga ver tudo com a atenção que Inhotim merece, 2 dias inteiros são mais do que suficientes. Um dia fica apertado demais e, com certeza, ou você não vai aproveitar, ou vai deixar muitas obras pra trás. Com calma, dá pra conhecer o parque todo em um dia e meio, dois. Aliás, se puder escolher, vá em um fim de semana de sol - o verde das folhagens fica indescritível e parece que você está dentro  de um filme do Kurosawa - ou de um protetor de tela do Windows, pronto, pra não pagar de cine-chata rs. Quanto ao calor, as galerias são climatizadas, e o sol no jardim é muito bem vindo, até para se estender uma canga, deitar e fazer nadica de nada... só descansar os pés e contemplar.


Esse aí de cima é um dos cafés do Instituto, que também tem boas lanchonetes, restaurantes deliciosos e um buffet a quilo também muito saboroso. A comida não é muito barata, mas é tão caprichada quanto o restante que você tá vendo por aqui. Você não se sente em roubada de turista, pagando caro e comendo mal, sabe? É tudo gostoso e no capricho. Para beber água, leve a sua garrafinha para encher em um dos muitos bebedouros espalhados por lá. Filtro solar, boné, biquini/sunga, canga e calçados confortáveis também fazem parte dos essenciais. Toalhas? Não se preocupe: estão à sua disposição nos vestiários para quem vai se trocar para mergulhar. E de graça. Estamos no Brasil? Sim eu sei... só queria lembrar...


Esqueça tudo o que você sabe sobre a cor verde e reaprenda num intensivão:






Inhotim fica nos arredores de Brumadinho, a 60km de BH. Nós fomos de avião até BH e, de lá, alugamos um carro. Nós não ficamos hospedados em Brumadinho, ficamos em Casa Branca, a 40 minutos de carro do parque. Mas o caminho é tão lindo, mas tão lindo, que o tempo parecia voar no trajeto. Ficamos hospedados na pousada Verde Folhas, uma charmosa casinha de fazenda com café da manhã delicioso e um verde... bom... um verde que faz jus ao nome!



Foram 2 dias de viagem. Mas tão intensos, de tantas descobertas, reflexão e comunhão com a arte - e com si próprio - que parece que foram 10. 


Para mais informações de como chegar, como comprar ingresso e programação, visite a página do Instituto aqui. Aliás, as imagens das três obras aqui exibidas foram retiradas de lá, pois não é permitido fotografar dentro das galerias. E fazem muito bem. :)

A pedidos, esse post faz parte da mais nova seção do blog: "Passeie mais". Porque faz bem, porque inspira, porque a gente precisa e porque a gente merece! Quer ver os outros posts com dicas de passeios e viagens? Então passeie aqui.

Como fazer arranjos com flores de papel

05/11/2013

Confesso que tenho certa implicância com flores artificiais. 
...
Pensando bem, eu adoro flores artificiais. 
"Eita, mas como assim?" Eu explico: o que eu encrenco mesmo são com aquelas que tentam se passar por flores de verdade, sabe? Se for pra ser de mentira, que seja, ora bolas! Que tenham formatos, cores e até materiais inusitados. Que sejam criativas e charmosas, justamente por serem de mentirinha. 

Esse projetinho aqui eu fiz pro Decora, mas enquanto eu preparava o passo a passo pro programa, resolvi fotografar as etapas pra dividir também por aqui, pois essas flores de camada viraram meu xodó! Então quer aprender a fazer uma florzinha de papel pra lá de encantadora para decorar uma festinha, uma noite especial, a mesa da sala e até um casamento? Então segura na minha mão e vem... :)

Você vai precisar de:


 Papéis coloridos. Aqui para esse projeto, vou usar algumas folhas de papel "Chamequinho" coloridas.
 Tesoura 
 Lápis
 Cola quente
 Botões variados

 Desenhei uma flor no papel e recortei. Esse será o molde para todas as flores. Já sei... você vai falar que não sabe desenhar e que precisa do molde. Pois aqui você encontra alguns formatos para você escolher!

 
 Para cada flor, vou usar 3 partes, que serão sobrepostas e fixadas com cola quente.




 Mas antes de colar as partes umas nas outras, é preciso curvar as pétalas para dentro usando o dedo mesmo ou um lápis para fazer a forma.




 Depois das pétalas curvadas, a flor ficará assim, ó:


 O segredo desse projeto é curvar cada flor com uma intensidade diferente, uma bem curvada pra dentro, a outra um pouco menos e a última menos ainda. Depois é só encaixar uma flor dentro da outra, deixando a flor mais aberta por baixo, a menos aberta no meio e a mais fechadinha por cima.



 Para finalizar, um botão para fazer o... botão da flor. :)


 
 20 flores depois, nosso buquê já está quase pronto!




 Para fazer o caule, você pode usar alguns pedaços de arame ou usar uma alternativa mais barata (e muito mais charmosa): galhos secos que você pode catar aí na sua rua ou arredores. Para fixar, cola quente.


 E tá pronto! Tem videozinho pra você entender melhor? Tem sim senhor! 




E se você quiser aprender a fazer os outros modelos de flores, clica aqui que esse videozinho do Decora explica tudo! Quem disse que as flores não podem ser para sempre? :)