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Não leve a sua parede à sério. Aliás, sua casa inteira.

28/12/10

Sabe do que eu mais sinto saudade da infância? Daquela imaginação infinita e ilimitada que toda criança tem. Para ela, qualquer lata vazia vira um tambor, palitos alinhados viram um exército inteiro, um pano de prato, o véu da princesa e um giz no chão logo se transformava numa amarelinha ou num grande sol, num pedido desesperado para a chuva dar uma trégua e deixá-la finalmente sair pra brincar lá fora.

Aliás, BRINCAR... Em que momento da vida a gente fechou o olho, abriu de novo e parou de brincar? Você se lembra? Eu não... Quando foi que essa imaginação fértil que nos permitia o "fazer de conta" cedeu lugar às preocupações? Quando essa criatividade toda foi suprimida pela insegurança, incerteza, pelo tal do medo de errar? Acontece, literalmente, num piscar de olhos, né? Quando a gente percebe, a gente já passou a levar a nossa vida tão à sério... E a nossa casa, como parte fundamental da nossa vida, acaba absorvendo essa seriedade por consequência. Desde quando a gente precisa levar a nossa casa tão à sério?

Quer um exemplo? Fico pensando naquelas pessoas que têm medo de pintar a própria parede de casa. Acho até graça! Tudo bem, você pintou sua parede e não deu certo. E agora? Ficou manchada? Ficou esquisita? Mas ficou da cor que você queria? Então, na minha opinião, já valeu à pena! Você parou de brincar no momento em que você passou a preferir a sua parede na cor gelo do que na sua cor favorita, por medo de errar.


E o que me enche de orgulho ao receber amigos aqui em casa é que eles saem daqui com um pouquinho mais de vontade de brincar na casa deles. Por que aqui, a casa não é só de colorir, mas também é de brincar. E tem coisa mais prazerosamente engraçada do que ver um adulto brincando? Espia só o último jantar que teve aqui em casa: coloquei todo mundo para testar meu novo projetinho. :)



E a minha vontade não é que você jogue um balde de tinta na parede, faça uma cagada e ache uma beleza não! Acho que cada um tem um limite. Mas qual é o seu? Tem gente que nem o seu limite sabe. Para quem gostou da parede pintada com lousa escolar, queria uma igual, mas acha que esse projeto está no nível 9.8 na sua escala de ousadia, ao invés de desistir, por quê não adaptar a idéia à sua escala?
Aproveita que o Natal acabou de passar e você deve estar cheio de caixa de presente por aí. Você vai precisar, principalmente, de: 

Estilete + Tinta de lousa + cola
 
Pintar cada uma com 2 camadas de tinta

Algumas caixas
Eu deixei secar cada mão de tinta por 6 horas. E, depois de secas, as caixas viraram telas para escrever o que você quiser com giz. Para reforçar ainda mais o nível 2 de ousadia, elas foram presas com fita dupla face na parede. Como são leves, não precisam de prego, nem furos, nem esses "pavores" que te fazem desistir de um projeto como esse. :)


O que escrever nas telas? O que a sua imaginação mandar! Na falta de inspiração, sempre existirá a Bossa Nova...

"Eis aqui este sambinha feito numa nota só.
Outras notas vão entrar, mas a base é uma só.
Esta outra é conseqüência do que acabo de dizer.
Como eu sou a conseqüência inevitável de você.
Quanta gente existe por aí que fala tanto e não diz nada,
Ou quase nada.
Já me utilizei de toda a escala e no final não sobrou nada,
Não deu em nada.
E voltei pra minha nota como eu volto pra você.
Vou contar com uma nota como eu gosto de você.
E quem quer todas as notas: ré, mi, fá, sol, lá, si, dó.
Fica sempre sem nenhuma, fique numa nota só."

Samba de uma nota só
Tom Jobim

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Mão na massa é isso aí

27/12/10

Sabe quando eu sei que um post aqui do blog deu certo? Quando eu recebo um e-mail ou comentário com mais dúvidas de como colocá-lo em prática. Isso quer dizer que tem alguém, em algum lugar aqui desse www, que comprou a idéia e resolveu colocar a mão na massa. Tem preço, isso? Tem não...

O maior cuidado que eu tenho quando sento pra escrever um post sobre um projeto é convencer pelo menos uma criatura a colocar a mão na massa na casa dela também. E concluir o projeto, fotografá-lo e escrever um texto sobre ele já é uma delícia. Mas, receber o retorno das pessoas que lêem o blog, seja nos comentários, no e-mail, twitter, faceboook, pombo correio e afins é impagável.

Há 4 dias, a Mayumi me mandou um e-mail elogiando a árvore de natal aqui de casa e me contou que tentou fazer igual na casa dela, mas que estava com dificuldade pra concluir o projeto. Putz, imagina o orgulho que senti, né? Pensei: "Rá! O post deu certo!". Mas agora não é a hora de tagarelar de alegria (sim, costumo fazer isso). Isso eu já fiz quando recebi o e-mail. Agora é a hora de dividir com você a história dela, até porque a gente tinha um problema "estrutural" pra resolver às vésperas do Natal.

A Mayumi me contou que não tinha entendido que as garrafinhas de vinho usadas aqui em casa eram pequenas e tentou fazer o projeto com as garrafas de vinho de tamanho normal. Com o peso das garrafas, a árvore não parou de pé. Foi então que ela me procurou pedindo ajuda.

De primeira, achei que seria bem difícil a árvore parar de pé mesmo, pois imagina o peso dela! Mas pensamos em algumas saídas, trocamos dois ou três e-mails e o milagre Natalino se fez presente! E não é que a persistência da moça valeu à pena? O Natal na casa dela também teve direito à árvore de natal ecologicamente correta e ainda com toque pessoal: estrela no topo e pisca-pisca colorido.



Taí a árvore da Mayumi. Falar mais o quê? Espero que todos tenham tido um ótimo Natal. :)

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Projeto em fase de distanciamento crítico

18/12/10

Sabe uma coisa que eu queria muito? Eu queria conseguir postar aqui todo santo dia! E não é por falta de idéia não, porque a cabeça aqui vive cheia de "macaquinhos no sótão", como descreveria o Ziraldo.


Com esses quase 3 meses de blog, andei descobrindo que, quando se trata de projetos "faça você mesmo" na nossa casa, o talento artístico pra coisa fica totalmente em secundo plano. Sério! Porque eu recebo alguns e-mails de pessoas queridas que me escrevem contando que adorariam fazer mudanças em casa, mas culpam a falta de "talento" e "habilidade" por não conseguirem. Quando, na verdade, eu tô percebendo que e os 2 fatores que não podem faltar nesses projetos são: "paciência" e "distanciamento crítico".







Paciência: enquanto você estiver com ela ao seu lado, as chances de você concluir uma projetinho bem acabado é imensa. Se perder a tal da paciência, é melhor parar, guardar tudo e começar outro dia ou num outro momento quando ela estiver de volta. Quando você entende isso, tudo o que te resta a fazer é o que eu chamo de PPP - Pausa Pela Paciência.










Distanciamento crítico: tem vezes que dá uma sensação de que o negócio não vai render, né? A gente olha pro projeto e já sabe que vai ser uma derrota, o coitado... Mas tem vezes que acontece o contrário: você têm uma idéia na cabeça e, no meio do projeto, o "meio" fica tão bom que você quer parar por ali e não concluir o que você tinha em mente primeiro. O distanciamento crítico funciona pra mim pra eu decidir, um tempo depois, em qual dos dois casos acima o projeto vai se encaixar. Tem vezes que o que ele precisa é de um descanso mesmo.

E é por isso que eu demoro tanto pra postar. Porque, assim como a maioria, eu acho que não levo jeito, sou desastrada (é sério, não é charme não!) e me falta sempre tempo. É assim que os posts nascem, lentamente, após um longo trabalho de parto: fazendo uso de muitas "PPPs" e "ditanciamentos críticos".

E a angústia sentida pela escassez de posts acabou sendo abraçada pela idéia de que, pelo menos assim, desenvolvi um método de colocar os projetos em prática. Tudo o que eu precisava era de um método. Você tem um? Taí uma coisa que eu queria saber...

OBS: As fotos que você viu aqui são de um projeto que está passando por um "Distanciamento Crítico". Ele começou no domingo passado mas, no meio dele, achei essa pintura cheia de falhas o máximo. As falhas e gotinhas de tinta - indesejadas por muitos - me conquistaram, não sei por quê! Então, antes de dar as duas últimas mãos de tinta que faltavam, resolvi parar por aí, por enquanto.













De qualquer forma, não importa a decisão, divido com vocês o passo a passo em breve... e com novidades. :) 
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Manual de Primeiros Socorros para Paredes em Estado Terminal

15/12/10

Sua parede sofre de anemia decorativa? Você pode e deve reverter esse quadro. Literalmente.

Depois que eu indiquei aqui o Feed Your Soul, muita gente se animou pra dar uma renovada nas paredes de casa usando menos de R$10. E olha... acho que tinha muita parede em estado terminal por aí, pois vários e-mails chegaram com dúvidas:
- "Como eu sei qual o tamanho da imagem"?
- "Como eu altero o tamanho da imagem dos Posters?"
- "Dá pra imprimir os Posters na impressora de casa?"
- "Você conhece outro site parecido de imagens para baixar de graça na internet?"




Pra minha angústia, minhas respostas não eram nada úteis! 

- "Como eu sei qual o tamanho da imagem"? Eu uso o Photoshop, um programa profissional de edição de imagens, que não é tão simples de mexer e tem que comprar licença pra utilizar.
- "Como eu altero o tamanho da imagem dos posters?" Então... também uso Photoshop pra isso!
- "Dá pra imprimir os Posters na impressora de casa?" Não...
- "Você conhece outro site parecido de imagens para baixar de graça na internet?" Não... nunca encontrei outro site parecido pela web.


Ou seja: uma chatice inútil reinava nas respostas e eu ficava com o coração na mão imaginando o leitor do blog desamparado:



ZZzzZZzzZzzzZZzz...

Mas se você já leu esse blog antes, você já sabe que se a dica não for "pé no chão", onde qualquer um pode arregaçar as mangas e colocar em prática, de nada adianta publicá-la aqui! Como eu tô vendo que esse assunto de parede em coma é coisa séria, não consegui deitar a cabeça tranquila no travesseiro até conseguir criar o MPSPET  (Manual de Primeiros Socorros para Paredes em Estado Terminal). Esse manual serve para as mais diversas patologias decorativas:
* Se sua parede tem um monte de quadrinho velho, encardido e sem sentido
* Se a sua parede tem um monte de quadrinho que não expressa o que você é ou o que você gosta
* Se a sua parede tem umas coisas estranhas penduradas que você nem sabe como foram parar lá.
* Se a pessoa com quem você mora prendeu uma coisa horrenda na parede mas, na falta de opção de uma coisa melhor, ela ainda está lá te encarando todos os dias.
* Se a sua parede não tem nada e é a monotonia em forma de alvenaria.
* Se você enjoou de olhar o que tem na sua parede
* Se você acha que 2011 tá logo ali e agora é uma boa hora pra mudar o astral da casa.

E, o mais importante:
* Se você tem menos de 10 reais pra reverter essa situação.

Pra não deixar ninguém desamparado, dessa vez eu queimei alguns neurônios loiros e pensei em tudo! Rá! Vamos aqui aprender a:
1- Fazer a xepa na web. (ou "Salvando imagens da Internet")
2- Desvendar o bendito editor (ou "Usando um programa de imagens para saber / alterar o tamanho da imagem")
3- Fazer acontecer (ou "Imprimindo a arte na gráfica da esquina")
4- Prender a dita-cuja na parede (ou "Fazendo uma moldura barata com tampa de caixa de presente" - olha o Natal aí! Vocês nunca mais olharão as caixas de presente da mesma forma...rs).

O passo a passo tá aqui, ó.
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Vida na parede pra tudo quanto é gosto - ALL TYPE

Para quem não conhece a expressão "All Type", eu traduzo: são essas artes que têm a tipografia como o carro chefe. Ou seja: aqui, a estrela é o texto, a mensagem. Eu acho que esse estilo rende muita coisa boa! Gostou de alguma? É só clicar na imagem que ela aparece em alta resolução em outra janela pra você baixar. Divirta-se. :)


   

Pra que esse post não dure uma eternidade, o restante tá aqui, ó:
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Vida na parede pra tudo quanto é gosto - VINTAGE

Pôsters vintage são o meu xodó. Aqui tem alguns dos meus favoritos pra você se esbaldar. Gostou de algum? É só clicar na imagem que ela vai abrir grandona em outra janela pra você baixar.


  

Pra que esse post não dure uma eternidade, o restante tá aqui, ó:
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Vida na parede pra tudo quanto é gosto - FILMES

Aqui estão alguns tesouros: os pôsters dos meus filmes favoritos. Sempre quis fazer uma parede de vários quadrinhos com todo eles. E, enquando esse dia não chega, eu pratico o desapego e divido eles com você aqui. É só clicar na imagem que ela abre grandona em outra janela pra você salvar.


  

Pra que esse post não dure uma eternidade, o restante tá aqui, ó:
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Reforma habitacional 2

09/12/10

Essa coisa de reforma habitacional vicia mesmo…  A gente faz o bem uma vez pra uma criatura que precisava de um novo lar e, quando você se dá conta, você já está planejando a moradia de outros seres. E, como às vezes um iludido sucesso criativo sobre à minha cabeça, dessa vez eu achei que alguns seres tão ou mais ilustres que a Fátima precisavam se mudar. Na verdade, minha mãe e minha tia acharam! E eu, louca pra dar um teto merecido a eles, comprei a idéia na hora.
As duas acabaram de inaugurar uma loja de roupas. E eu, feliz da vida, ajudei a decorá-la com carinho. Só que entre cortinas, vitrines, balcões, sofás e quadrinhos, minha tia e minha mãe me fizeram prometer que eu não ia esquecer de um lugar especial para os santinhos delas. E promessa é dívida, ainda mais quando se trata desse tipo de assunto que mexe com os seres divinos, né?
A reforma habitacional dessa vez foi mais estruturada. Começou com uma casa pré-fabricada em alvenaria, arrematada no Saara por 7 reais.
E, para esse projeto, como em todos os anteriores, eu me apeguei à Santissima Trindade: cola branca + tinta + tecido. Sem esquecer da tinta em spray, com esses 4 materiais em casa, você nunca estará sozinho. J
Como eu não sou daquelas que conta o milagre mas não conta o santo, deixo você agora com o milagre. O santo, eu mostro no final.

Comecei pelas partes que receberiam somente a tinta. E elas foram a maioria.
1- Porque eu adoro um colorido.
2- Porque a combinação de cores das tintas ficava cada vez mais bonita cada vez que ia pintando uma parte nova. E dava vontade de colocar mais uma cor... mais uma... mais uma!
3- Porque tinta acrílica é fácil de aplicar, seca rápido e eu comecei o projeto tarde, depois de chegar do trabalho.  Ou seja: tem horas que a gente tem que facilitar pro projeto sair! J
Para a pintura, não diluí a tinta em água não. Apenas molhava o pincel na água e passava ele na tinta. Assim, a tinta fica fácil de espalhar, mas sua cobertura continua sólida e sua cor vibrante.

A parte interna foi revestida com um retalho amarelo de chita. Para colar, cola branca um pouco diluída com água.






E, aproveitando que o bastão de cola quente foi esquecido aqui pela minha mãe, resolvi fazer uma graça com umas florzinhas. Até porquê esse turquesa pedia pra se aconchegar num rosa choque, não pedia? Como nesse projeto eu resolvi dar ouvidos à mãe, à tia e ao até ao Divino, por que não dar ouvidos ao pobre do turquesa? Entrou no pacote da boa vontade. E assim, ficou, quase pronto pra morar.
As paredes externas foram revestidas com tecidos diferentes de cada lado. De um lado,listras e flores. Do outro, muita bolinha branca no preto, só pra constrastar. Porque se o excesso é um pecado, a monotonia também é!
Os fundos da casa recebreram um feltro vermelho, pra poder enconstar na parede sem arranhar. Ah.... e pra não ficar com acambamento de trabalhinho de escola, né?


Mais um empreendimento imobiliário entregue em prazo recorde e com mínimos recursos.
Tempo de implantação: 2 horas e meia. Incluindo secagem da tinta.
$$ para o projeto: 30  a 40 reais (se tiver que comprar todos os materiais. Mas muitos a gente já tem em casa).

Programa habitacional ecológico, do bem, barato, pra pomba, pra santo, pra guerreiro, pra quem for! Bem que os programas de habitação de verdade poderiam ser assim, né? Olha a Turma aí. Turma com "T" maiúsculo, é claro! :)

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Projetinho sagrado

06/12/10

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Em algumas horas...
Uptade: ficou pra hoje! :)

Fique por aqui e passeie por outras histórias. :)

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